Montargil, freguesia do concelho de Ponte de Sor, possui uma história longa e contínua, com raízes que remontam à Pré-História. A ocupação humana do território é muito antiga, tendo-se mantido de forma praticamente ininterrupta até ao período romano, como comprovam diversos vestígios arqueológicos.
Durante a Antiguidade, a região beneficiou da sua localização favorável, com recursos naturais e proximidade a vias de circulação importantes, o que contribuiu para a fixação de populações ao longo dos séculos. Após este período, seguiu-se uma fase de menor povoamento durante a Idade Média.
A partir do século XIV, Montargil volta a ganhar dinamismo, com o desenvolvimento de uma comunidade organizada e com identidade própria. Esta fase marca o início da consolidação da povoação, que evolui progressivamente até se afirmar como núcleo importante na região.
Com o passar dos séculos, Montargil adquiriu relevância administrativa, tendo sido vila e sede de concelho durante vários anos. Esta autonomia refletia a sua importância local e a capacidade de organização da comunidade.
No entanto, em 1855, no contexto das reformas administrativas em Portugal, o concelho de Montargil foi extinto. A freguesia foi inicialmente integrada no concelho de Avis, passando mais tarde, em 1871, a fazer parte do concelho de Ponte de Sor, ao qual pertence até hoje.
Já no século XIX, fatores como o desenvolvimento das vias de comunicação, incluindo o caminho-de-ferro no concelho, contribuíram para o crescimento e para a ligação mais eficaz a outros territórios.
Ao longo do tempo, Montargil foi mantendo a sua identidade, conciliando tradição e adaptação às mudanças históricas. A sua evolução reflete não apenas transformações administrativas, mas também a continuidade de uma comunidade enraizada no território.
Assim, a história de Montargil caracteriza-se por uma ocupação muito antiga, períodos de crescimento e reorganização, e uma forte capacidade de permanência. Este percurso ajuda a compreender a importância da freguesia no contexto regional e o seu papel na construção da identidade do Alto Alentejo.

